segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Viver Depois de Ti - Jojo Moyes


Olá, ávidos leitores!




SINOPSE


    Lou Clark sabe muitas coisas. Sabe quantos passos deve dar entre a paragem do autocarro e a sua casa. Sabe que trabalha na casa de chá The Buttered Bun e sabe que não está apaixonada pelo namorado, Patrick. O que ela não sabe é que vai perder o emprego e que todas as suas certezas vão ser postas em causa.
  
    Will Traynor sabe que o acidente de motociclo lhe tirou o desejo de viver. Sabe que agora tudo lhe parece triste e inútil e sabe como pôr fim a este sofrimento. O que não sabe é que Lou vai irromper na sua vida com toda a energia e vontade de viver. E nenhum deles sabe que as suas vidas vão mudar para sempre.

   Em "Viver Depois de Ti", Jojo Moyes aborda um tema difícil e controverso com sensibilidade e realismo, obrigando-nos a refletir sobre o direito à liberdade de escolha e as suas consequências.


RESENHA


Com análise da história

(mas sem spoilers)



    Este não é o tipo de livros que normalmente costumo ler. Prefiro livros felizes, que me façam sorrir. Não é que considere que livros tristes sejam maus... Não, nada disso. 

      Por outro lado, não tenho a certeza se "Viver Depois de Ti" possa ser catalogado como um livro triste - apesar do final ser, definitivamente, entristecedor, não consigo contar as inúmeras vezes que os diálogos entre Lou e Will me arrancaram sorrisos (será que isto é um spoiler?!).




      Enfim... apesar da minha relutância natural perante dramas, senti que tinha que ler este livro. Pareceu-me uma daquelas "peças de literatura" - não podemos reconhecer a sua existência sem desejar folhear as suas páginas. Especialmente devido ao tema que a história aborda (não, não vou dizer qual é o tema, mas sim, é muito importante!).



      Bem, vou começar por nomear aquele que foi, para mim (atenção quando digo para mim), o ponto fraco da história - o romance. A amizade entre os dois protagonistas é arrebatadora, comovente, incrível. Mas o romance? Um pouco mal construído, do meu ponto de vista. Num dado momento, Lou parece nem estar ciente do modo como afeta Will mas, no instante seguinte, apercebe-se milagrosamente que nutre sentimentos amorosos por ele?! Até às últimas páginas do livro, eu estava convencida de que tudo o que Lou sentia por ele era afeição ou carinho. Não sei... o romance deles pareceu-me um pouco abrupto. 
   
      Tudo o resto no livro foi simplesmente perfeito... 



" - Eu não posso fazer isto porque eu não posso... Eu não posso ser o homem que eu quero ser contigo. E isso significa que isto - isto apenas se torna... mais uma recordação daquilo que eu não sou."


       Muito, muito bem escrito. Fiquei, durante dias a fio, afetada pela profunda humanidade do livro. Todas as personagens são tão credíveis, tão reais! Têm defeitos bem evidentes e, ao mesmo tempo, qualidades enternecedoras. Por exemplo, no que toca à irmã de Lou, houve alturas em que senti que a odiava. Os seus momentos de egoísmo hediondo faziam-me ranger os dentes. No entanto, para contrabalançar, Treena mostrava frequentemente atitudes altruístas para com a irmã que serviam, em tudo, para redimir a minha opinião sobre ela. 
    
      E, claro, não posso deixar de comentar o que senti em relação a muitas das outras personagens. Sobre a família despedaçada de Will (que foi um ponto subtil, mas genial, da história, aliás), a minha primeira tacada seria: Camille, a mãe dele, é fria como um cubo de gelo e o pai dele é um traidor! No entanto, analisando a situação como deve de ser, cheguei à conclusão que Camille é fria porque  o marido é um traidor, e que o pai de Will é um traidor porque a esposa é fria. Confuso, hein? O que quero dizer é que, na verdade, torna-se difícil apontar culpas a qualquer dos dois personagens, pois os motivos que os levam a agir da forma como agem parece um completo ciclo vicioso. Quanto a Lou, achei-a simples na sua espontaneidade e profundamente abnegada - apesar de me apetecer pegar-lhe nos ombros e abaná-la sempre que ela estava com Patrick... só para restituir-lhe algum juízo na cabeça! 

      Por fim, temos Will. Will que é, em tudo, o centro da história. Chorei torrencialmente ao longo da história devido a ele. Pelo que ele perdeu. Pela vida que poderia ter tido. Queria detestá-lo - afinal de contas ele, como a sua decisão derradeira, fazia sofrer os pais, a irmã, o enfermeiro e Lou. Mas, na realidade, não é possível não compreendê-lo - não é possível estar totalmente contra a sua decisão.  



" Percebi que estava com medo de viver sem ele. 
Com que direito destróis a minha vida - queria perguntar-lhe -
eu não estou autorizada a dizer-te nada sobre isso?"


      Para terminar, recomendo o livro. "Viver sem Ti" é um livro importante. Recomendo especialmente a quem é fã de leituras profundas, que nos fazem pensar sobre a vida - para esses, este é o livro ideal. 


Se quiserem saber mais sobre a Jojo Moyes podem fazê-lo AQUI.



VAMOS FALAR SOBRE O FILME


Yeah!


      Como eu tinha comentado na minha anterior mensagem "A Ler neste Momento...", decidi pegar neste livro porque vi o trailer da tão aguardada adaptação cinematográfica. Agora, após ter terminado de o ler, estou entusiasmada para que o filme chegue aos grandes ecrãs. Irei certamente ao cinema em Agosto (data prevista para a estreia do filme)! ;)

      Ah, e não posso deixar de comentar - grandes atores!!! Emilia Clarke, d'A Guerra dos Tronos, e Sam Claflin, d'Os Jogos da Fome (que, a propósito, é muito giro!). Boa escolha! E o trailer está excelente para o género de filme que é. Adorei a música de Ed Sheeran a tocar no fundo :p E pareceu-me, pelo trailer, que o filme se foca mais na história de amor entre Lou e Will do que o livro - o que pode ser uma excelente alteração!

      Quantos meses faltam para Agosto, mesmo?


Podem ver o trailer do filme aqui:




Espero que tenham gostado!
O que vocês acharam do livro? Deixem nos comentários a vossa opinião.
Beijinhos <3

1 comentário: